Toxina Botulínica – Botox

Produzida pela bactéria Clostridium botulinum, a toxina botulínica inicialmente foi utilizada na área de oftalmologia, no tratamento de estrabismo, ainda na década de 1970. Um trabalho  publicado em 1989 mostrou que ela podia ser usada no tratamento dos distúrbios de movimento, especificamente nos casos de terapêutica de distúrbios musculares e distonias focais. A partir do uso terapêutico surgiu o uso cosmético, quando foi observado que havia uma melhora das rugas em pacientes tratados para indicações terapêuticas, como blefaroespasmo. Mais recentemente, no início do Século XXI, a toxina botulínica tipo A e B, conhecida comercialmente como BOTOX®, tem sido usada na terapêutica estética de distúrbios musculares, pois impede a contração dos músculos faciais que dão origem às rugas e marcas de expressão, além de atuar como relaxante muscular, tornando a expressão mais descontraída.

A aplicação da toxina botulínica deve ser realizada em consultórios adequados, por médicos devidamente capacitados. É necessário seguir algumas precauções para evitar aplicações em áreas inadequadas e consequentes complicações para o paciente. Ela é injetada em pontos específicos dos músculos faciais, que são selecionados de acordo com as características do paciente e suas respectivas marcas de expressão ou rugas, na dose necessária, que também varia conforme o paciente o resultado que ele e o cirurgião almejam alcançar. As principais áreas do rosto nas quais se aplica a toxina botulínica são a região frontal ou a testa, a glabela, entre os supercílios e região peri-orbitária, mais conhecida como pés de galinha.

A toxina botulínica é injetada com uma agulha muito fina, perfeitamente suportável por uma pessoa normal. Em pessoas muito sensíveis deve ser utilizado um creme anestésico 30 minutos antes da aplicação. A aplicação não quase apresenta efeitos colaterais, eventualmente podem ocorrer uma leve dor de cabeça ou uma pequena mancha roxa, a equimose, no local da aplicação. Os resultados, em geral, são excelentes, começam a surgir 48 horas após a aplicação e atingem o pico em duas semanas, no máximo. O procedimento deve ser repetido a cada 4-6 meses, mantendo-se a periodicidade, para uma perfeita manutenção, sempre de acordo com as características de cada pessoa e de acordo com as orientações do médico.

 

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